[um ano sem televisão] semana 3.2

Mudar de hábitos é (mesmo) difícil. Esta semana continuei a tentar combater o vício e embora cada vez tenha mais sucesso nesta luta, continuo a ter recaídas de vez em quando e isto continua a não ser fácil…

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Reflexão da Semana

  • Acordo mais cedo e sem despertador e, apesar de ter MUITAS coisas para fazer, de vez em quando sinto-me aborrecida – falta-me o meu entretenimento-chupeta, não tenho a opção de ser entretida imediatamente por uma série de TV, ou um vídeo de youtube.
  • Através do site da Audible, estou a ouvir vários livros ao mesmo tempo (“The China Study” de T. Colin Campbel, “A day in the life of a minimalist” de Joshua Fields Milburn, “Wild” de Cheryl Staryed ou qualquer um dos livros que já li e gostei, especialmente “Bossypants” da Tina Fey e “Yes, please” de Amy Poehler,), o que me permite absorver a informação e não estar a cansar o olhos, mas ainda assim, sinto-me aborrecida por vezes.
  • Quando vou para o pc ainda me tento com um joguinho rápido de 2048 – e até voltei a jogar ocasionalmente “bigfarm”, neste processo. Mas é residual; estou a tentar organizar-me para ter outras distrações quando sinto que preciso mesmo de me distrair um bocadinho (e.g. organizar as fotos que tenho e enviá-las para as pessoas que lá estão? Organizar albuns? Organizar as coisas do Personificcionar?)
  • Noto que na ausência da possibilidade de ver séries/vídeos acabo por responder mais facilmente aos emails que se vão acumulando ao longo da semana e que perco menos oportunidaeds; estou mais atenta à informaçção que me é pessoal e intencionalmente dirigida: respondo aos mails, preparo mais as apresentações, leio artigos científicos, escrevo emails, trabalho ou pelo menos “faço coisas”, que acabam de uma forma ou outra por ter consequência.
  • Reparei que quando não janto a ver uma série ou outra distração, fico mais satisfeita com menos comida, o que não é nada mau.
  • Concluo ainda que afinal tenho tempo para fazer exercício e que já que não tenho conseguido trabalhar à noite, mais me vale começar a organizar-me para fazer exercício nesse período do dia. Já tinha pensado nisto várias vezes, mas só implementei na quinta quando fui ao krav maga: deitei-me fisicamente exausta e acordei dorida e ainda com bastantes endorfinas no meu sistema – muito bom!
  • Estou mais focada nas coisas mais importantes para mim: sinto o meu doutoramento a avançar mesmo e sinto-me mais concentrada (por outro lado sinto-me completamente exausta no final de cada dia…)
  • Tem-me ajudado os audiobooks de minimalismo que estou a ouvir: aparentemente este é um processo relativamente comum para as pessoas que tentam gerir as suas vidas com menos e mais importante.

Tenho a clara noção que esta gestão da energia, este canalizar desta energia para coisas “úteis” tem o poder de mudar a minha vida, por muito melodramático que isto possa parecer – mas sinto que isto me pode ajudar a chegar mais perto do meu potencial… Faz sentido?

Entretanto, isto continua a não ser nada nada fácil e muitas vezes durante o dia quando enfrento tarefas que eu não gosto ou que não quero fazer apetece-me recair (e às vezes faço-o ou vendo qualquer coisa no youtube ou jogando um pouco).

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Recaídas

No domingo à noite e segunda de manhã tive uma recaída muito significativa. Quis ver “só um episodiozinho” de “Modern Family” e acabei por ficar montes de tempo a passarinhar porque o streaming nunca mais carregava. Desabituada deste estímulo quando estou em repouso, pude aperceber-me do quão cansados ficam os meus olhos desta atividade – e no fim do episódio questionei-me se não poderia mesmo ter esperado até ao próximo ano para ver o episódio. Na segunda de manhã recebi um email a dizer que o programa “Last week tonight” do John Oliver tinha postado novos vídeos e não resisti. Mesmo não conseguindo ver os clipes apenas uma vez, gosto mesmo deste ritual em particular… A manter?… (Vêem? Lá estou eu a negociar o vício comigo mesma!).

Depois destas duas recaídas seguidas, voltei a ver tv com mais regularidade (uma vez por dia nos 2 ou 3 dias seguintes, mas ainda assim, uma vez mais do que eu queria). O que eu reparo é que vou com a ideia de ver 20 minutos de uma série (geralmente um episódio) e acabo por nunca ficar mais do que uma hora. É uma hora em que quero ser entretida porque sinto que já não consigo trabalhar mais (embora isso me pese na consciência) e também acabo por não ir correr ou fazer outra coisa qualquer.

Uma seca!

Ocasionalmente continuo a jogar um pouco de 2048  tile no pc que é um hábito que também quero eliminar, mas acho que este vício está rapidamente a ser substituído por outras ideias e projetos com igual poder de relaxamento e maior utilidade para mim e para as pessoas à minha volta.

Um pensamento sobre “[um ano sem televisão] semana 3.2

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