[um ano sem televisão] abril

Abril  foium mês com alguns retrocessos aparentes. Aqui está o que me ensinaram as últimas semanas.

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Depois de uma evolução dificil mas contínua, abril, que prometia incluir a primeira semana sem nenhum tipo de recaída, mostrou que afinal ia ser um mês de retrocessos.

Depois de várias semanas a viajar, voltei a casa e paulatinamente velhos hábitos voltaram a instalar-se “apenas um videozinho” porque descobri a Amy Schumer, que depois se tornaram “já agora deixa ver o que é isto”, ao que se juntou o leak de 4 episódios de Game of Thrones que consegui não ver logo de seguida, mas pouco mais.

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O lado positivo é que consigo detetar quando estou a ficar “colada” e uma boa parte das vezes tenho conseguido “descolar” (mas às vezes só me dou conta depois de ter passado mais de uma hora). Também consigo racionalizar algo que dantes não conseguia: não é uma obrigação estar a par de toda a pop culture e na verdade, aquilo que nos parece básico a cada um, não é necessariamente para os outros (e.g. a apresentação sobre empregabilidade que fiz este mês em que fiz o paralelo com Game of Thrones: apenas uma parte da turma percebeu a piada). Também consigo perceber que há formas melhores de procrastinar e consigo fazer uso destas com maior facilidade – se preciso de procrastinar às vezes já consigo desligar o youtube e ir fazer outra coisa qualquer (arrumar uma gaveta, que seja, ver como estão as minhas plantas na varanda, lavara a loiça, ir passear – tudo coisas mais úteis que ficar a olhar para o pc!).

Chego ao cúmulo de sentir que me apetece mais fazer outras coisas que ver uma série (e é algo que NUNCA acontecia!).

Também percebi que estar passivamente a olhar para o pc está intimamente ligado com as minhas dores de cabeça frequentes, e que quando fico a ver séries ou vídeos de youtube durante longos períodos de tempo me sinto mais deprimida.

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O lado negativo é que apesar de perceber as coisas, e de estar cada vez melhor, é muito fácil recair e ficar no ciclo vicioso novamente.

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Tenho pensado ultimamente que somos jovens e fisicamente capazes apenas por um período limitado de tempo e que vai haver períodos da minha vida em que irei estar acamada ou mais frágil fisicamente, por isso se calhar faz algum sentido deixar estes conteúdos para essa altura em que não me vou poder mexer e sair – vai ser muito mais divertido para mim ver as coisas pela primeira vez e além disso, quando mais vivermos efetivamente, menor é a probablidade de ficarmos doente.

Apesar de haver retrocessos, estes não são totais e consegui perceber a diferença das semanas em que estou menos ligada à internet versus estas semanas: parece que estou menos presente e sinto-me mais facilmente apanhada de surpresa pelas coisas.

Sinto que o ideal para mim seria retirar a internet de casa de todo, mas tenho um contrato de fidelização até fevereiro do ano que vem; em alternativa, tenho desligado o modem/router da tomada quando saio de casa. Se calhar tenho de o desligar mais vezes e tornar o seu uso mais direcionado…

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Há outras coisas que se vão tornando mais claras também no meu estilo de vida e na forma como encaro as coisas que tenho a fazer. Ouvi uns podcasts sobre motivação e gestão financeira e cheguei à conclusão que se tivesse todo o tempo do mundo só para mim, só para fazer as coisas que eu gosto de fazer, investiria muito mais tempo na investigação, pelo que não faz sentido a quantidade de tempo que eu passo a procrastinar relativamente ao meu PhD.

O trabalho do PhD tem avançado firmemente e hoje devo acabar de escrever os resultados (estou quase lá!) – tenho sentido mais necessidade de estar por casa e mais recolhida nesta altura.

Em casa, também me sinto mais contacto com o meu espaço e continuo o meu esforço de diminuir a quantidade de coisas que possuo ao essencial. E todos os meses continuo a doar coisas, por incrível que pareça, será realmente possível que eu tivesse assim tantas coisas que não usava?… Pois, aparentemente, sim…

Um pensamento sobre “[um ano sem televisão] abril

  1. Pingback: [Um ano sem televisão] um resumo | Helena G. Martins

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