[um ano sem televisão] quinzena 5.1

Normalmente começo os meus posts com o resumo, mas desta vez senti-me mal ao fazê-lo porque parece que estou sempre a dizer a mesma coisa: não, ainda não consegui completamente libertar-me do vício da tv no pc, mas estou a melhorar com o tempo que passa.

Enfim, este processo tem sido bem mais demorado e difícil do que eu alguma vez imaginei, a verdade é mesmo essa.

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Neste momento, já não tenho o vício de ter sempre “alguma coisa a dar” e mesmo em termos de YouTube, recorro muito menos vezes ao site quando estou aborrecida ou chateada com alguma coisa. Já praticamente não vejo series de tv (exceções para os episódios de “Game of Thrones” a que ainda não consigo resistir e episódios de “Big bang theory” e “Modern family” ao domingo – este é o tal retrocesso de que falava no mês passado, mas que também não me parece especialmente grave porque está bastante contido no tempo).

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Adotei novos hábitos para tempos “livres” (na realidade estou com demasiado trabalho para ter “tempo livre”, mas há momentos em que temos de parar, senão salta-nos um parafuso!), nomeadamente os audiobooks (acabei ontem “Still Foolin’Em” do Billy Crystal e recomendo!)  e mais recentemente recuperei o hábito de ligar a amigos e familiares ao final do dia, que é algo que me dá algum prazer.

868625a689e6714f882a3322ef60e314Menos bom é o meu retorno ao vício que tinha conseguido eliminar, com o jogo de construção online (demasiado embaraçoso até para nomear), mas hoje solicitei que me apagassem a conta, e acreditem que não foi nada fácil.

Há uns tempos no grupo de apoio a doutorandos que criei no facebook alguém postou um artigo que dizia que não precisamos de parar de procrastinar, precisamos sim de aprender a procrastinar melhor. Não discordo desta perspetiva. Desde que comecei a reduzir o meu consumo de conteúdos audiovisuais e já não estou constantemente agarrada ao pc como dantes, a verdade é que sinto que nos momentos de procrastinação realmente estou a descansar e quando volto ao trabalho estou mais descansada e capaz de me focar.

O facto de não estar sempre envolvida noutros fios de raciocínio também me tem permitido estar mais concentrada e ligada às minhas tarefas e à minha vida – que é algo que sentia um bocado descontrolado e que era motivo de pânico para mim.

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Não sei explicar isto de outra forma senão, dizendo que apesar de ainda não conseguir estar sem sentir necessidade (e é este o problema, ser uma “necessidade”) de ver alguns vídeos e séries no pc, sinto que a minha qualidade de vida aumentou bastante e sinto quando estou a ver qualquer coisa de forma mais continuada ou sôfrega que me estou a retirar oportunidades melhores de alguma forma porque o tempo e as pessoas à nossa volta são a coisa mais preciosa e finita de que dispomos e dessa forma não estou realmente a usufruir de nenhuma delas.

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Artigos sobre este tema de “procrastinate better”:

Bloomberg Business: http://www.bloomberg.com/news/2014-09-04/how-to-procrastinate-better.html

Wall Street Journal: http://www.wsj.com/articles/SB10000872396390443537404577579033271214626

Big Think: http://bigthink.com/ideafeed/procrastinate-the-right-way-for-better-job-performance

2 pensamentos sobre “[um ano sem televisão] quinzena 5.1

  1. Pingback: [Um ano sem televisão] um resumo | Helena G. Martins

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