[um ano sem televisão] junho

O fim de junho marca o meio desta viagem. Durante este mês ainda tive uma ou outra recaída, mas muito controlada – eu sabia que estava a recorrer ao youtube/séries e porquê, o que resultou num uso consciente e bastante limitado. Progresso!

summer air

Junho teve uma quantia muito residual de uso de conteúdos audiovisuais, substituídos por um trabalho mais concentrado, que permitiu criar mais espaço para conviver com os meus amigos em pessoa e até para ir ao ginásio com bastante frequência.

Estive muito mais eficiente (pelo menos de acordo com a app “Rescue Time” (de que sou fã), que de repente me começou a dizer que estou a umprir os meus objetivos de produtividade – ver aqui: https://www.rescuetime.com/ref/831873  *este link é um referral e por cada pessoa que tenta o rescue time com o meu referral eu tenho um upgrade para membro gold durante algum tempo*) e menos stressada, mais capaz de fazer as coisas que queria e que são importantes para mim. Concluo, no primeiro mês com algum sucesso mais claro que as minhas expectativas iniciais, de que largando o vício da TV a minha vida ficaria um pouco menos caótica, se parecem estar a confirmar de forma muito clara.

Além disso, noto que estou a “correr” menos, mas a conseguir fazer as coisas que tenho de fazer com mais (c)alma.

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As recaídas

Os dias/momentos em que recorri a conteúdos televisivos no pc tiveram que ver com problemas pessoais com os quais não estava a saber lidar e por isso recorri ao bom velho vício. No entanto, com o passar do tempo, acabei por direcionar cada vez mais o meu entretenimento quer para atividades físicas quer para outras coisas mais manuais e offline, o que acabou por me dar uma sensação de bem estar maior e mais equilíbrio também.

Os momentos em que acabei por recorrer a conteúdos audiovisuais foram sobretudo momentos de procrastinação, que também estou a combater de forma mais eficaz.

No último dia e meio tive uma recaída mais clara, ligando o youtube para ver coisas para ficarem a dar “no fundo”, para “me ajudar a trabalhar”, o que resultou em dois dias que foram basicamente perdidos. Não me consegui concentrar e depois fiquei com dores de cabeça, o que resultou em algum sentimento de culpa que me impediu de ir ao encontro dos meus compromissos sociais… Acho que esta recaída decorreu de forma mais ou menos paulatina, já que durante a semana vi alguns episódios do daily show, porque o Donald Trump decidiu concorrer à presidência dos EUA e eu queria ver a reação do Jon Stewart que está de saída deste programa – e foi tudo o que bastou para readquirir o hábito quase sem me dar conta. Pessoalmente senti-me muito menos produtiva e em controlo da minha vida nestes poucos dias em que tive uma recaída mais clara.

E a procrastinação? Continua a existir, claro, mas é uma procrastinação muitíssimo mais produtiva, porque normalmente envolve efetivamente “fazer” qualquer coisa, seja arrumar a casa e selecionar coisas para levar para a Aldeia SOS de Gulpilhares, seja telefonar a amigos, seja organizar as coisas do site (tem sido uma coisa que tenho feito bastante ultimamente), e que me permite também organizar a dropbox e outras coisas no pc, seja responder a emails que tenho pendurados ou organizar a minha vida financeira… A dar no fundo tenho por norma a dar um livro do Audible, que me distrai, mas não me prende (recentemente ouvi “The girl with the dragon tattoo” do Stieg Larsson – que negro! E tentei começar a ler os livros da Guerra dos Tronos, mas não achei grande piada… estou agora a ouvir “Modern Romance” do Aziz Ansari e é muito bom).

whatever

Reflexão

A recaída deste mês deveu-se a dois motivos muito claros:

  • momentos de algum desiquilíbrio emocional (dentro do normal, mas ainda assim desagradável), mas que me fez recorrer de forma pouco consciente ao meu velho método de gestão (os americanos chamam a isto um “pacifier” que é a mesma palavra que eles usam para chupeta, e é aquela coisa que nos faz acalmar imediatamente, mas que não nos resolve nada).images
  • FOMO (fear of missing out) ridículo. OK, o Donald Trump decidiu concorrer a presidente dos EUA e eu queria ver o Jon Stewart. Mas, racionalmente: qual era a pressa?? E depois? Será que precisava mesmo de ir logo ver? Que impacto/importância tem isto na minha vida?? Este padrão é um bocado ridículo, na medida em que as únicas coisas que devia ter medo de perder são os momentos que estou com os meus amigos e família e acabo por perder estes momentos quando fico a sentir-me culpada de não ter feito as coisas importantes e acabo por me desmarcar.

Como ainda (mesmo a meio desta viagem e de todo o progresso) não sou capaz de estar completamente sem usar o youtube, vou tentar lembrar-me de passar toda essa utilização para um único dia da semana (domingo à tarde). Nos outros dias, vou tentar distrair-me de outras formas.

Parece-me ainda que os meus progressos na área o minimalismo têm contribuído para este bem estar e maior equilíbrio e sensação de controlo na minha vida. Continuo a tirar coisas de casa que me vou apercebendo que não uso e que são facilmente substituíveis, ao que se acrescenta que tenho a noção que podem ser úteis a outras pessoas; isto tem resultado em menos coisas para gerir em casa, menos tralha física e visual. A minha casa está muito mais organizada e bonita. Quando me desorganizo e e desorganizo o meu espaço é também mais fácil de arrumar, mas mesmo que não o faça imediatamente, nunca é nada de muito dramático.

Na minha gestão de tempo também tenho continuado a usar a técnica das MIT’s (most important tasks) do Leo Babauta (“the power of less” e “zen to done” entre outros) e estou a tornar automáticas as coisas que quero que sejam hábitos firmes (2 horas por dia para exercício e 2h por dia para investigação concentrada) com algum sucesso.

Recursos deste mês

Vantagens de usar menos o facebook: http://www.theatlantic.com/health/archive/2015/04/ways-to-use-facebook-without-feeling-depressed/389916/

Um pensamento sobre “[um ano sem televisão] junho

  1. Pingback: [Um ano sem televisão] um resumo | Helena G. Martins

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