[um ano sem tv] outubro

Outubro marcou o oficial retorno à atividade letiva e a época de chuvas… E também a velhos hábitos, desta vez com uma aprendizagem pessoal importante.

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Outubro foi um mês especialmente duro com uma carga letiva absurdamente grande, vários prazos de investigação e o final dos meus três maiores projetos em mão a acontecer (o doutoramento, o livro e o projeto de investigação europeu). O trabalho foi tanto durante o mês que apesar de ter trabalhado quase ininterruptamente (e talvez por isso tenha ficado duas vezes doente) não consegui acabar as coisas mais importantes para mim agora.

Este mês voltei a ver séries e a usar o youtube. Primeiro de forma muito esporádica e de repente quando dei por mim, estava a seguir as minhas séries habituais novamente (não adquiri séries novas para o rol, mas ainda assim, quase todos os dias há um episódio novo para ver). Apercebi-me do que estava a acontecer apenas quase no final do mês e deparei-me com algo que me é agora absolutamente óbvio.

Este tipo de coisas só me acontece quando estabeleço objetivos excessivamente altos e irrealistas para mim mesma. Não me consigo permitir descansar e fazer coisas mais divertidas durante mais tempo e acabo por roubar o tempo que consigo ao trabalho, porque perco capacidade de concentração e as coisas deixam de funcionar.

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É uma forma bastante mindless de descansar, na verdade. E é também um sinal claro de que não estou a gerir bem o meu tempo. Em vez de disponibilizar uma tarde ou um serão para fazer qualquer coisa divertida fora de casa, com as pessoas de quem gosto, fico em casa para trabalhar, mas “primeiro vou ver uma série”, porque “afinal são só 20 minutos”, mas a verdade é que estes 20 minutos rapidamente se tornam numa manhã ou tarde porque eu estou demasiado cansada… Com a agravante que este estado de negação (“ai só preciso de uma meia horinha antes de começar a trabalhar”) me faz ficar na mesma em frente ao pc, a cansar a vista e me impede de fazer as coisas produtivas que eu depois preciso de fazer à mesma.

Parece que 10 meses depois de ter começado este desafio estou no ponto onde comecei, com um ponto de vista diferente. Preciso de repensar as minhas prioridades e a importância que dou ao trabalho que faço – para me permitir ter uma vida mais equilibrada, sem dúvida, mas também para poder privilegiar os projetos que me são mais importantes no meio da loucura.

Acho que novembro vai ser um mês muito, mas muito interessante.

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Um pensamento sobre “[um ano sem tv] outubro

  1. Pingback: [Um ano sem televisão] um resumo | Helena G. Martins

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