[Um ano sem televisão] Semana 12.1

E eis que no último mês fazemos o circulo completo e voltamos ao princípio, com updates semanais.

no-tv

No início deste mês (o último do desafio!) continuei a ter dificuldades com esta tarefa, mas num nível muito mais consciente. Constatei que “ver televisão” se tornou num hábito muito mais controlado e controlável, embora continue a usar como fuga quando estou deprimida ou doente.

Por outro lado sinto que me tornei muito mais eficiente sem este vício. Sou muito mais capaz de gerir a minha vida e estou muitíssimo mais organizada (embora ainda haja *bastante* espaço para melhorias).

Há uma coisa que tenho vindo a referir desde o início do ano e que no princípio me preoupava mesmo muito: é o meu receio de de alguma forma me tornar num “robô” que cumpre tarefas e que trabalha eficientemente mas não consegue ser criativo.

A verdade é que me sinto mais eficiente e menos criativa e é isto essencialmente que me tem travado mais recentemente. Por um lado a eficiência (que ainda tem bastante por onde crescer, note-se) faz-me muito menos stressada, na medida em que sinto menos a pressão dos deadlines e me sinto menos desapontada comigo por não cumprir tarefas. Por outro lado, sinto-me muito menos criativa e sinto que as minhas energias e foco não estão ativos: tenho algum receio de perder esta parte da minha identidade (estou a escrever isto e a achar racionalmente que é parvo, mas emocionalmente não deixo de ter este receio, por isso…).

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Então, passei um dia do fim de semana sozinha a ver uma temporada inteira de uma série nova – pois, que entretanto com o deixar de acompanhar séries, fiquei sem saber o que ver e com o deixar de usar o youtube para explorar conteúdos ele deixou de saber o que me sugerir.

Devia tê-lo feito? Tecnicamente, não, porque tinha coisas mais importantes para resolver nesse dia. A verdade é que estava há vários dias a precisar de parar completamente porque continuo com uma vida do caraças e a trabalhar imenso (demasiado?). A verdade é que sentia a necessidade de estar sozinha e a verdade é que estava mesmo a precisar de não trabalhar um dia inteiro. E soube-me super bem.

O problema vem a seguir quando não consigo retomar a minha eficiência no dia a seguir e fico com 2 dias de trabalho importante acumulado.

Ou seja, tal como no princípio do ano, continuo sem conseguir ter uma alternativa para quando preciso de desligar mesmo o cérebro.

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A solução pode passar por conseguir ter uma vida tão equilibrada que nunca preciso de desligar completamente como me acontece agora, ou então conseguir programar este espaço de uma forma consciente, de forma que quando isto acontece não é de forma tão urgente ou sob a encantadora forma de enxaquecas de 3 dias (adoro quando isso acontece – not!)

Esta ideia não me é nova e acredito que passe por, entre outras coisas reintegrar o exercício na minha rotina, que é algo que me permitirá por um lado ter mais saúde e por outro (espero) “desligar o cérebro” de forma mais eficiente (bom, pelo menos cansar-me-á o suficiente para dormir como uma pedra :)). Acho que este pode ser o desafio de 2016.

Artigos online sobre a temática:

http://www.livescience.com/2836-people-live-tv.html

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