[um ano saudável] janeiro

Este ano além de todos os meus desafios serem à volta de hábitos e comportamentos que promovem saúde, estou a desafiar-me a ser mais saudável, alterando rotinas diárias. Eis o que aconteceu no primeiro mês.

O mês começou com a decisão de fazer o desafio de não usar o carro durante o mês inteiro – considerando que janeiro foi um mês tempestuoso em parte, direi que poderia ter escolhido outra altura; sobre isto falarei num post próprio, mas posso já ir acrescentando que andei muito mais do que normalmente ando e não sinto que tenha desperdiçado tempo.

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Porém não foi a única coisa que fiz no campo da saúde, especialmente na área da perda de peso. Este mês achei que devia ter mais cuidado com a alimentação, mas, sinceramente, não tenho uma boa experiência com dietas: normalmente a privação só serve para eu ficar com mais vontade de comer o que quer que seja que não posso comer.

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Desta vez, experimentei algo diferente e fui consultar o que diziam os sites sobre minimalismo nesta área. A lógica, como em todo o resto, é simplicidade e poucas regras.

O Leo Babauta dos zen habits tem vários posts sobre este tópico, já que ele próprio foi perdendo peso com o seu processo de decluttering, e o mesmo aconteceu a Joshua Fields Milburn e Ryan Nicodemus do blog The minimalists (links para tudo isto no final do post).

Ambos os blogs falam da experiência dos seus autores. Referem que o foco foi no processo e não nos resultados, com regras que variam bastante de uns para outros (ver infra os diversos links).

Pessoalmente, decidi ir implementando novos hábitos lentamente e, conforme forem funcionando, cimentar os mesmos ou acrescentar outros.

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Assim, este mês decidi foi comer 3 vezes por dia. “Oh Helena mas isso é o que toda a gente faz” (ou a variante “Oh Helena, mas isso é ERRADO (seguido de explicação altamente científica ou não, depende da pessoa)” – whatever, eu faço o que funciona para mim e o que melhor me apetece).

O grande objetivo desta opção foi treinar-me a não fazer stress eating, algo que acontecia imenso enquanto estava a fazer o doutoramento, bem como habituar-me a pensar no que vou comer antes de o fazer.

Esta decisão acabou por ter imensas outras vantagens, nomeadamente o desfocar-me da comida e deixar de usar a comida como uma “muleta” sempre que estava aborrecida ou frustrada e fez-me perceber melhor a diferença entre fome e vontade de comer. Este é um hábito que vou manter.

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Nesta fase, tentei limitar os doces à parte da manhã, para me desabituar de comer doces e açúcar por sistema.

 

Em geral tudo isto foi um processo simples qb, embora tenham havido exceções (e.g. jantares com amigos! Aniversário!). Houve dias em que estive de mau humor (muito mais acentuado do que é normal em mim) e não estou segura que não fosse “síndrome de abstinência de doces”; de resto, noto que cada vez menos recorro ao açúcar como forma de equilibrar o humor, que é algo que me deixa satisfeita.

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O Deepak Chopra refere no seu livro “Perfect health” que uma das coisas que devemos fazer é treinar os nossos intestinos a funcionarem todos os dias mais ou menos na mesma altura do dia, e de preferência de manhã, para promover a saúde em geral.

Tenho a dizer que não imaginava que houvesse tanta informação sobre isto na internet: claro que há. Na internet há de tudo (pois…) Podem ver links sobre isto no final do post.

Pessoalmente, os meus intestinos recusam-se a ser condicionados, mas enfim, pelo menos não morro estúpida quanto a este assunto.

 

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Para ser coerente com o projeto deveria este mês ter feito exercício, o que, além da menor utilização de carro e subsequente maior frequência de caminhadas, acabou por não acontecer. Fica para o próximo!

Resultados do mês:

Peso: menos 5%

Hábitos ganhos: recorrer ao carro o menos possível, andar de metro, a pé e de bicicleta. Não comer por stress; comer à hora da refeição.

Enxaquecas: um episódio no dia dos meus anos, mas está provavelmente associado a ter abusado, já que nos dias anteriores estive a ler imensos trabalhos e na véspera abusei da minha capacidade para terminar a tarefa.

Anemia: A minha anemia raramente me chateia nos últimos anos, mas este mês houve uma semana em que andei anormalmente cansada e as pessoas referiam como eu andava pálida, o que pode muito provavelmente ter tido alguma coisa que ver com isto. Serviu para me lembrar que tenho de ser mais cuidadosa com isto e se calhar, vá, ir ao médico para ver se está tudo ok desde a última vez, há quatro anos…

Links

Leo Babauta – zen habits

The minimalists

Bowel retraining/Condicionamento intestinal

 

2 pensamentos sobre “[um ano saudável] janeiro

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