[D30] um mês sem carro

Janeiro foi o mês que eu escolhi para um desafio ousado: não usar o carro. O spoiler é que o mês não foi “limpinho” neste desafio, e houve algumas exceções – mas ainda assim, muito se aprendeu e com o passar do tempo, pegar no carro foi-se tornando uma opção cada vez mais remota.transferir.jpeg

Este desafio era algo que eu queria fazer há já muito tempo e para o qual eu todos os anos me preparo (e acho que de forma mais ou menos declarada, todos os anos tento fazer). Janeiro era uma escolha improvável para este desafio por causa do mau tempo, mas acabou por ser uma boa aposta – e agora tenho o resto do ano para continuar a implementar a mudança.

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No início foi-me difícil adaptar  esta realidade porque a “liberdade” de ir de carro também permite alguma desorganização: se sair à pressa, por via das dúvidas levo tudo o que acho que vou precisar e depois abandono o que não quiser na mala do carro – é um pouco como andar com a casa às costas.

A primeira vez que peguei no carro este mês foi exatamente isso que aconteceu: não preparei o saco na véspera e depois fiquei um pouco atónita; peguei em montes de coisas e lá zarpei para começar o dia.

Depois houve o muito mau tempo – também não resisti das primeiras vezes que choveu e acabei por ir de carro.

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Mas depois de conquistadas estas das condições, tudo se tornou muito mais simples, já que Porto tem um ótimo sistema de transportes e eu tenho além de tudo uma bicicleta elétrica.

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Ir de transportes, a pé ou de bicicleta significou várias coisas:

  1. Tive de me organizar melhor e ser mais estratégica com as minhas tarefas. Tenho de pensar no dia seguinte e pensar no que tenho de fazer, o que por outro lado me permite estar melhor preparada e fazer menos confusões.
  2. Na prática  estive menos tempo em transporte (sem carro não posso aceitar 2 reuniões seguidas em dois pontos distintos da cidade no mesmo dia, p.ex) e isto também fez com que eu fosse mais eficiente no meu trabalho, porque tive mais tempo para me dedicar ao que é mais importante.
  3. O tempo em que me desloco é muito menos stressante, pelo contrário, dá-me gozo ver a paisagem e as pessoas, a interação diária. Quando estou para aí virada, uso o tempo que estou no Metro para responder a emails e mensagens.
  4. Sinto-me muito mais ativa – passei de zero exercício para andar pelo menos 30 minutos por dia nas deslocações entre o Metro e o local para onde quero ir.
  5. Encontrei pessoas conhecidas no Metro e tive oportunidade de pôr um pouco de conversa em dia.
  6. Descobri sítios novos que nunca teria visto, passando pelas mesmas ruas de carro
  7. Percebi que muito frequentemente não usar carro é mesmo a melhor opção.
  8. Apanhei ar fresco e sol nos trajetos, o que contribuiu muito para o meu bem estar.

commuters

Em geral sinto que a minha qualidade de vida aumentou bastante com o uso dos transportes públicos e o andar mais a pé. Resisti a este conceito muito tempo por comodismo e por achar que demoraria mais tempo, mas a verdade é que, apesar de tudo, andar de transportes faz de mim uma pessoa algo mais serena e disponível, porque elimina a ilusão de que consigo estar em muitos sítios ao mesmo tempo.

É mais um hábito a manter!

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