[Eu a ti contava-te uma história] voltar a casa #1

Uma das coisas em que mais tenho pensado desde que entreguei o meu doutoramento e que despachei os assunto mais urgentes que lhe estavam associados, é no livro e no projeto das histórias que esteve todo este tempo, silenciosa e pacientemente à minha espera.

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Quando entreguei a tese, fiz imediatamente uma lista de tarefas e coisas a fazer para concluir mais um projeto, mas algo não estava a bater certo e me estava a impedir de avançar com o mesmo. Faltava alguma coisa e eu não estava a perceber o quê.
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Este tem sido de todos os “regressos a mim” o mais difícil. Não consigo, nem quero ver este projeto como um fardo ou uma tarefa a fazer mecanicamente, porque sinto que fazê-lo era roubá-lo da sua alma, do seu coração. E este projeto sem coração não presta.
Durante semanas, questionei-me sobre o que raio se estava a passar comigo. Até que aceitei que, tal como com um amigo de quem nos afastamos durante muito tempo, cujas chamadas deixamos de atender, e a quem deixámos de ligar, era preciso fazer as pazes, e lentamente reinventar esta relação.
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Talvez visto de fora isto possa parecer estranho, um capricho de menina mimada. Uma desculpa.
Mas a realidade é o que é.
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Há um quê de magia na arte, uma força que tive tanto tempo e em tanta abundância que foi preciso secar a fonte para eu perceber a sua importância.
E admito que  precisei de sentir o pulsar da criatividade e da inspiração novamente, precisei de ser capaz de escrever de novo (pouquinho, mas já aconteceu) para conseguir falar sobre isto.
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Há uns dias uma amiga disse-me, perante o meu stress que vinha das mil tarefas que tenho por cumprir mas também do peso de não ter concluído ainda este projeto (na altura ainda não estava a conseguir falar sobre o assunto e não fui capaz de admitir), que “aquilo que tu tens de fazer, tu fazes. Mais cedo ou mais tarde, se tu tens de fazer, tu fazes. Por isso tem calma”.
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Assim, a todos os que tão pacientemente têm esperado pelo livro, e pela concretização do projeto sem me cobrarem por isso, eu só posso dizer um grande, enorme obrigada.
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A palavra aventura tem implícita a noção de incerteza e a vontade de explorar, de conseguir.
E esta é a minha mais sincera verdade. Quero esta aventura e tenho medo. Medo de desapontar, de ser um fracasso, de não prestar. Sobretudo o medo de desiludir.
Tento não deixar o medo mandar em mim e tenho mimado a minha criatividade, quero-a de volta. Vou ao cinema, estou com amigos, danço e ouço música. E tento alimentar esta relação das formas mais genuínas e generosas que me ocorrem.
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Esta aventura, que começou por ser a publicação de um livro, tornou-se para mim em algo maior e mais arriscado, tornou-se na aventura de redescobrir a minha criatividade e a minha inspiração, na aventura de me reencontrar.
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