[um ano saudável] fevereiro

No final de janeiro tinha conquistado algumas coisas importantes, mas relativamente simples de fazer. Fevereiro apresentou-se cheio de desafios menos fáceis e obrigou-me a pensar – mas talvez tenha “pensado demais”.

No início do mês continuava muito focada na forma física que é algo que tinha sido por um lado compensador, porque começou rapidamente a mudar, e por outro lado é algo onde eu tenho mesmo muito a fazer. Porém, rapidamente percebi que havia áreas igualmente importantes que contribuem muito para o meu bem estar e que eu precisava de melhorar, porque a saúde não é só física.

Então fui tentar aprender mais sobre vidas longas e saudáveis.

Um estudo, das chamadas “Blue zones” encontrou 3 zonas no globo (Sicilia, Okinawa e Loma Linda na Califórnia) onde existem mais centenários. Aparentemente, a maior parte da longevidade depende dos nosso hábitos de vida, nomeadamente:

  1. a maneira como o “exercício” é visto. As pessoas que vivem mais tempo constroem as suas vidas de modo que o exercício está integrado nelas (ir às compras a pé, subir escadas, etc.); quando fazem “exercício” é algo que lhes dá prazer por si só.
  2. As pessoas pensam no seu propósito de vida, dedicam tempo às suas vidas espirituais e refletem sobre a sua vida em geral (os japoneses chamam a isto ikigai)
  3. A alimentação é sobretudo à base de plantas, com pequenas estratégias para evitar que comam demasiado (como o hara hachi bu, servir a comida em pratos pequenos, servir na cozinha e depois guardar a comida antes de comer à mesa, etc.)
  4. Procuram ligar-se aos outros e dão muito valor à família e aos amigos; fazem voluntariado.

Outro estudo, este longitudinal, feito pela Universidade de Harvard estudou pessoas ao longo da sua vida e procurou perceber o que faz com que as pessoas vivam tanto tempo e sejam felizes. O principal fator de sucesso na missão de viver longas e felizes aparentemente são as boas relações, que nos mantêm motivados, resilientes e de boa saúde física e mental.

O que aconteceu

O mês de janeiro correu-me muito bem e estava cheia de motivação para continuar a fazer mudanças em fevereiro mas quis integrar mais mudanças do que me foi possível manter e voltei praticamente à estaca zero.

Durante a primeira semana de fevereiro tive várias ideias, todas interessantes para mim em cada uma das categorias do estudo das Blue Zones (o estudo de Harvard basicamente confirma a importância da quarta dimensão do primeiro estudo).

Escusado será dizer que demasiadas mudanças na mesma altura dão asneira, porque os hábitos levam tempo a formar-se e nesse tempo requerem atenção e persistência.

Acabei por refletir imenso neste tópico; decidi que se fevereiro não foi o mês mais produtivo, pode ser o mês mais cheio de aprendizagens, especialmente relativamente ao ritmo em que é possível incluir diferentes tipos de mudanças.

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1. A maneira como o exercício é visto

De acordo com o estudo das Blue Zones decidi alterar a forma como estava a conceber o exercício. Em vez de correr pela saúde que me dá, decidi correr como uma forma de ter um espaço para  ouvir música nova e música de que gosto muito. Portanto, enchi o meu telemóvel de música nova e artistas que queria conhecer melhor, e passei a aproveitar meia hora do final do dia para relaxar desta forma.

2. “Vida espiritual”/propósito de vida

Este mês – também devido ao facto de ter voltado a ter dores de cabeça logo no início de fevereiro – voltei a fazer meditação, mas não fui especialmente sistemática.

Tal como tinha acontecido anteriormente, a meditação ajudou-me com as dores de cabeça, o que contribuiu bastante para o meu bem estar e gestão do stress. Durante este mês tive problemas profissionais muito, muito complicados e acho que a meditação me ajudou a resolver estas questões da melhor maneira.

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3. Alimentação à base de plantas e menos overeating

No início do mês estava cheia de ideias nesta área, mas foi a área em que mais falhei exatamente por ter exagerado na quantidade de mudanças a introduzir. Para o final do mês decidi focar-me nas alterações incluídas em janeiro e não mexer mais aqui até os hábitos estarem realmente implementados.

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4. Relações Sociais

Procurei estar com amigos com mais regularidade, e tentei ter mais tempo de qualidade com a minha família também.

Estar com amigos de forma mais regular, ajudou-me a desfocar do trabalho e da forma supra importante com que este ocupa a minha vida.

Tentei selecionar criteriosamente os eventos a que ia e tentei estar com pessoas de quem gosto muito e que admiro. Isto foi especialmente importante porque são também estas as pessoas com quem me sinto à vontade para partilhar os meus desafios e alegrias – e o seu ponto de vista é algo que acaba por ser construtivo para mim porque estas são as pessoas com quem me quero parecer mais, mas também porque preciso de encontrar o ponto de equilíbrio que me permite fazer o meu trabalho bem como socializar.

Consegui, por outro lado respeitar o meu “horário pessoal”: eu sou uma pessoa das manhãs e noitadas de copos não é (e na verdade nunca foi) coisa para mim.

Se o mês foi curto em tantos outros aspetos, neste foi longo e muito cheio. Fez-me mesmo bem!

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Resultados do mês

Peso: menos 5% que o peso inicial (não houve alterações desde o mês passado)

Ideias principais: introduzir poucas mudanças de cada vez; ver a saúde como algo mais holístico, redefinir prioridades.

Dores de cabeça: 6 dias em 29 (21% dos dias! foi imenso à mesma :(()

Referências:

 

 

3 pensamentos sobre “[um ano saudável] fevereiro

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