[um ano saudável] abril

Depois de dois meses a pensar na saúde de forma mais holística e de me desafiar a outros níveis este mês voltei a focar a parte física.

Em abril, voltei a ver TED’s sobre saúde e a ler coisas na área.

À medida que comecei a ver e ler coisas sobre a temática da saúde deparei-me com o trend atual que é bastante focado no que se passa no intestino e como as funções intestinais afetam a saúde global. Yup, isso mesmo.

Li o livro “Gut: The Inside Story of Our Body’s Most Underrated Organ” de Giulia Enders e achei muito educativo!

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Sendo que esta é uma função corporal como qualquer outra e é de facto muito importante, não me pareceu má ideia saber mais sobre como funciona o organismo também neste aspeto.

No livro da Giulia Enders, pesquei algumas ideias e dicas interessantes sobre o processo digestivo em geral que partilho aqui:

  • Quando estamos mal dispostos e nos sentimos inchados no estômago, por vezes deitamo-nos na esperança de que o ar saia mais depressa. Nessas situações devemos deitar-nos sobre o lado esquerdo, ja que o esófago se liga ao estômago fazendo uma curva no lado direito.
  • As bactérias dos nossos intestinos são responsáveis por muitas coisas no nosso corpo incluindo uma forte influência no sistema imunitário, propensão para a diabetes, obesidade, depressão, etc.
  • A variedade da flora intestinal é muito importante; o uso de probióticos ajuda, mas não tanto como se poderia pensar uma vez que a maior parte dos produtos comerciais se baseia essencialmente em lactobacilos que não são sequer o tipo de bactéria mais presente nos humanos adultos
  • Além dos probióticos existem ainda os pré-bióticos que são substâncias que ajudam as bacterias boas do nosso intestino a fortalecerem-se; a autora refere essencialmente alimentos com amido endurecido (e.g. salada de batata, arroz de sushi, etc), como forma de proteção e promoção da flora intestinal.
  • Existe uma forte ligação entre o cérebro e o intestino acerca da qual nós ainda não sabemos muito, mas há indícios que as nossas bactérias podem estar diretamente relacionadas com os nossos estados emocionais e cognitivos;
  • Apesar de chamar a atenção para a importância da limpeza e referir várias técnicas, Giulia Enders refere que o uso excessivo de desinfetantes é prejudicial para a nossa saúde, na medida em que a limpeza do dia-a-dia deve diminuir significativamente o número de bactérias a que estamos expostos mas não eliminá-las de todo, pois precisamos das mesmas; neste tópico são referidos os antibióticos, e como o seu uso deve ser ponderado e cuidadoso, bem como o facto de que a maior parte dos antibióticos que consumimos hoje em dia virem essencialmente da carne que comemos.

Se o tema não vos choca, e gostavam de saber um pouco mais sobre isto, recomendo esta TED talk.

Por curiosidade, no final do mês de abril, apanhei um artigo do New York Times, por mero acaso, em que se fala dos concorrentes do programa Biggest Loser e de como os seus corpos “lutam” para recuperar o peso inicial. Os cientistas descobriram que quanto mais rápida é a perda de peso, mais o metabolismo decresce e mais fácil é recuperar o peso com juros. Vale a pena espreitar.

Em abril diminuí as dores de cabeça e senti-me com mais energia, mas mantive o peso.

 

 

3 pensamentos sobre “[um ano saudável] abril

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