[um ano saudável] setembro

Em setembro repeti os desafios de março, que focaram mais a qualidade de vida, mais o wellness do que o fitness. 

  1. [março] declutering
  2. [março] dizer “sim” à aventura (“push yourself”)
  3. [março] um dia por semana sem trabalhar de todo
  4. [março]  cozinhar/levar comida para o trabalho

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1. Decluttering

Este mês experimentei o método KonMari da Maria Kondo. Apesar de ter sido uma experiência gira, não fiquei fã, como se pode ver pelo que já pude partilhar convosco.

No entanto, continuo a achar este um elemento importante em termos de saúde, na medida em que, para mim pelo menos, um espaço organizado me produz menor ansiedade (aparentemente há evidência neste sentido, como se pode ver por este artigo, por exemplo).

O método Marie Kondo que era suposto “spark joy!”, acabou por me spark sentimentos menos positivos.O que aprendi com esta experiência é que sou uma pessoa mais da melhoria contínua; já estou há dois anos a trabalhar a ideia de filosofia minimalista na prática, nada foi conseguido de um momento para o outro – pior, como é uma coisa recente na minha vida eu preciso de indicações, de saber muitos “como se faz”, coisa que este método não diz – e nesse caso outras metodologias e autores são muito mais úteis (hello, Martha).

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2. Dizer “sim” à aventura (“push yourself”)

Li o livro “Year of Yes” da Shonda Rhimes, para me ajudar a perceber um pouco melhor o conceito em que me baseei para este ponto em março, após ver a sua TED Talk.

O livro é interessante, mas o conceito é extremamente simples: durante um ano, a autora decidiu que se ia desafiar a fazer as coisas que a deixam desconfortável e assim melhorou a sua qualidade de vida. Isto incluiu aceitar dar entrevista e falar em público, não trabalhar ao fim de semana ou à noite, socializar, etc. Acho que já ando a fazer isto há algum tempo e posso retirar este ponto da coisas que “tenho de me esforçar por fazer” 😉

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3. Um dia por semana sem trabalhar de todo

Esta decisão custou a implementar e continua a ser difícil, porque a tentação é grande. Eu gosto muito do meu trabalho e tenho sempre a sensação de estar atrasada.

Este hábito parece-me especialmente importante por vários motivos: desfocar do trabalho permite dar atenção a outras partes da nossa vida, estimula a nossa criatividade, enriquece a nossa vida social e permite recuperar energias. Mas não tem sido apenas isto que eu noto: o facto de saber que não vou trabalhar no fim de semana, faz com que eu me obrigue a ser mais produtiva no tempo em que estou a trabalhar, faz com que queira terminar tarefas e com que de facto me esforce por concluir projetos.

Quando o trabalho está em todos os dias da agenda, não há necessidade de terminar uma tarefa, não há sequer vontade de o fazer, porque depois, com que é que me vou entreter?

Ou seja, apesar de o workaholismo ser um cobertor confortável, não é necessariamente uma coisa boa a nível pessoal ou mesmo do ponto de vista da produtividade.

Ainda estou a trabalhar neste ponto, mas tenho conseguido ser relativamente bem sucedida nesta tarefa. Devia ser “não trabalhar ao fim de semana”.

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4. Cozinhar/levar comida para o trabalho

Estou gostar imenso de cozinhar este ano. O facto de estar com uma rotina gastronómica mais bem definida (com o desafio de janeiro/julho) ajuda-me nesta tarefa. Faço menus mais simples e sei que só “cozinho” realmente uma vez por dia e uma rotina mais bem definida daquilo que como a cada refeição tem-me ajudado também a poupar muito tempo e a fazer compras mais rapidamente.

Tem-me dado imenso gozo preparar a comida e gerir o frigorífico para que nada se estrague e mais facilmente consigo cumprir os meus “5 a day”.

Reflexão do mês:

Continua a ser muito gratificante para mim este desafio, apesar de o sucesso da mesma ser apenas relativo. A satisfação que  sinto de fazer as coisas que acho que são melhores é cada vez mais dependente dos resultados que posem são ser imediatos e objetivos, mas que têm que ver com uma sensação de bem estar (o tal wellness) e com a satisfação pessoal de achar que estou a fazer melhor por mim – e isto é novo na minha vida.

Descobri recentemente que há quem tenha conseguido seguir esta ideia de “um ano saudável” mais à risca. Aqui fica o seu testemunho.

Referências:

Um pensamento sobre “[um ano saudável] setembro

  1. Pingback: [um ano saudável] reflexões | Helena G. Martins

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