[D30D] Um mês sem youtube – reflexões do fracasso

Há desafios que são um fracasso, mas com os quais se pode aprender imenso à mesma. Foi o que aconteceu este mês – ou pelo menos é esta a minha reflexão.

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Em setembro apercebi-me como rapidamente estava a voltar a ver imensos vídeos no youtube. O regime em que isto está agora a acontecer nada tem a ver com os hábito de há 2 anos em que via vídeos de youtube para tudo e durante todo o dia, mas tem muitas semelhanças, na medida em que rapidamente voltei a usar todos os conteúdos audiovisuais que apanho online para me distrair em momentos que estou extremamente cansada (e eu ando mesmo mesmo extremamente cansada de um ponto de vista intelectual).

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No fim deste mês reflito novamente que ver vídeos no youtube continua a ser uma dupla fonte de inspiração e desgaste para mim e que definitivamente não é algo a abolir completamente da minha vida – em vez disso a reflexão é claramente outra: se eu não estou a ter tempo sequer para fazer uma tarde de preguiça ao fim de semana, algo se passa de errado e não é de admirar que eu esteja a sentir que estou quase a “dar o tilt”.

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Por outro lado volto a refletir como é fácil usar estes conteúdos de forma abusiva pela forma como eles servem de “chupeta emocional”, ao mesmo tempo que são uma forma de “apagar os pensamentos”. Dou por mim, em momentos de maior exaustão a recorrer a vídeos para adormecer (e frequentemente nem acabo de ver os referidos vídeos) e a ver vídeos quando acordo, mesmo se não lhes presto muita atenção e estou a fazer outras coisas.

Estes dois hábitos que são remédios fáceis porque funcionam muito rapidamente, parecem-me ser também ter efeitos perversos, na medida em que tenho a sensação que descanso menos bem quando adormeço com o computador na cama e quando estou sempre ligada (já tinha refletido sobre isto quando falei nas experiências dos meses sem internet etc.).

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Esta imensa dificuldade que senti em outubro e que se vem agravando em novembro faz-me refletir novamente sobre a necessidade de planear bem o meu trabalho para não ter picos de trabalho que depois podem ser disfuncionais se a saúde me pregar alguma partida (e tem pregado…) e a vida pessoal decidir complicar um pouco (e às vezes complica!) – no fundo é esta necessidade e capacidade de pensar estratégicamente na minha profissional e de dizer “não” que me falta…

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Por outro lado esta experiência também vem chamando a atenção para a necessidade de desenvolver práticas como a meditação que me permitam fazer isto de “desligar” que os conteúdos audiovisuais permitem mas sem ficar com os “efeitos secundários”.

E apesar de tudo, a maior reflexão de todas é: isto não deveria ser tão difícil de fazer que não conseguisse prescindir durante um mês. E se neste momento me é impossível, vou parar de forçar, mas uma coisa é certa: eu ainda repito este desafio.

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