[um ano artístico] semana 3.3

Na última reflexão sobre este desafio, decidi que precisava de fazer uma mudança ao desafio. Decidi começar por pensar no desafio semanalmente em vez de mensalmente.

Tinha pensado abordar este projeto de forma “profissional” pelas nas coisas que tenho em mãos e coisas que estão “à espera” há algum tempo. Então aconteceu uma coisa interessante.

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Na segunda feira fez 9 anos que faleceu a minha madrinha e como é tradição fui com a minha família a Barcelos para estar com o meu padrinho e ir à missa.

Chegamos cedo. A minha mãe e tias foram para a varanda sentar-se numas cadeiras bordar e conversar enquanto o meu padrinho e o meu pai ficaram na sala a ver o Benfica a comemorar na Câmara de Lisboa.

Eu fiquei entre os “dois mundos” saltando ora entre a sala e a varanda. Não estava com internet e não estava completamente imbuída em nenhuma das conversas e de repente a minha mente começou a vaguear e apeteceu-me imenso desenhar.

Estive a fazer rabiscos da forma como vou mudar a disposição da mobília em minha casa enquanto conversava com a minha mãe e as minhas tias e isso trouxe-me uma memória esquecida das tardes de desenho e criatividade quando era mais nova. De como costumava andar sempre com um caderno para desenhar por necessidade de me entreter.

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Dei por mim a pensar se este padrão de vida que agora levamos de estarmos constantemente a receber conteúdo, sempre focados no contacto com os outros e na produtividade nos desliga de estarmos atentos a nós mesmos e se de alguma forma cala a nossa própria voz.

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Durante a semana tive ainda a oportunidade rara e única de ter uma conversa muito profunda com uma amiga, acerca de uma pessoa importante para nós que se suicidou há uns anos. Ambas tínhamos presente a última vez que em que cada uma de nós tinha falado com essa pessoa e ambas recordávamos ter ficado com a sensação de que ela não estava bem e de lhe termos perguntado nessa ocasião como é que ela estava – mas como estávamos com pressa nesses momentos, acabamos por não insistir. E nunca mais tivemos oportunidade.

Acabamos por partilhar outras coisas importantes, mas fiquei com a consciência de que de facto às vezes andamos depressa demais, a pensar que estamos a tratar de assuntos importantes, quando o mais importante são as pessoas de quem cuidamos e nos rodeiam. São os momentos pequenos. É estarmos disponíveis e conscientes dos outros.

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Falar sobre estas coisas que a generalidade das pessoas evita, foi extremamente libertador e ajudou imenso a arrumar melhor uma realidade que não se pode mudar e que é preciso aceitar e também respeitar.

Pessoalmente chamou-me a atenção para a importância de viver conscientemente, de abrandar, de como neste meio ano voltei rapidamente a velhos hábitos e como tenho estado mais longe das pessoas importantes.

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No final da semana, comecei a explorar  mandalas para fazer o quadro que prometi para a minha amiga Filipa.

 

Outras reflexões…

Também me apercebi que não ouço música sem ser no carro há imenso tempo. Até o youtube deixou de me recomendar música!… Acho que também tenho de mudar isso.

 

Dicas do Sr. Youtube.

 

 

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