“Stranger things”: o que é a Gen Z ou iGen?

Abram alas para a Geração Z, os jovens que já estão a mudar o mundo.

*Este post serviu de base para este artigo.

Zeros à direita_ o que é e como se caracteriza a geração Z_ _ Megafone _ PÚBLICO

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O ano em que se marca o início da Geração Z ou iGen é o ano em que a internet foi comercializada: se os millenials são a última geração a saber como era a vida antes do Google e da Wi-Fi, os iGens são a primeira geração para quem a constante disponibilidade de internet não é um privilégio mas uma necessidade.

Embora o estudo das gerações seja frequentemente visto mais como uma arte do que uma ciência (Williams, 2015), e embora muitos investigadores não diferenciem os millennials dos iGens, a verdade é que cada vez mais estudiosos o fazem e de um ponto de vista do marketing, esta diferenciação é incontornável.

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A principal diferenciação das gerações Y e Z comparativamente às gerações que as antecederam é a tecnologia, nomeadamente a internet; mas o que diferencia Y e Z neste contexto é que a geração Y cresceu a aprender a trabalhar com internet e aparelhos relacionados com a mesma, ao passo que os Gen-Z nasceram num mundo em que esta mesma tecnologia é uma constante e são por isso os primeiros verdadeiros nativos digitais.

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Esta geração teve circunstâncias de crescimento fundamentalmente diferentes dos chamados millennials, na medida em que o seu mundo é um mundo em que a segurança e a invulnerabilidade que se dava por adquirida derrocou em face de fortes recessões económicas e ataques terroristas. Assim, acredita-se que as expectativas destes jovens são mais realistas e empreendedoras que as da geração que os antecedeu. Estes jovens acreditam que têm de fazer eles as mudanças que querem ver no mundo e estão orientados para criar soluções e agir sobre as coisas que os preocupam, são “makers”.

As repercussões da sua capacidade e vontade de agir têm ganho visibilidade global como é o caso da jovem Greta Thunberg cujas preocupações ambientais se tornaram virais e que tem sido recebida nas mais altas esfera, e que inspirou uma iniciativa de jovens em todo o mundo ainda este ano em defesa do ambiente, a mais jovem prémio Nobel de sempre, Malala Yousafzai, ou os jovens americanos que se mobilizam para promover legislação e consciência pública contra o livre aceso a armas de fogo e os “mass shootings”.

A geração Z parece juntar vários predicados que a tornam numa força de mudança importante desde uma idade muito jovem: aliam excelente acesso e conhecimentos tecnológicos e de social media, uma consciência social excepcional e a vontade de agir. A sua capacidade de impacto global não tem paralelo na História da Humanidade.

Algumas características dos iGens, os nativos da Geração Z:

  • Multitasking elevado à enésima potência: conseguem estar a fazer um documento no Word, a editar uma foto no Instagram e a responder a mensagens de WhatsApp ao mesmo tempo.
  • “Generation Z takes in information instantaneously and loses interest just as fast.” (Williams, 2015)
  • “As far as privacy, they are aware of their personal brand, and have seen older Gen Y­ers screw up by posting too openly,”(Williams, 2015)
  • Interessados em fazer a diferença (Sparks & Honey, 2015)
  • Collaborative team players (Sparks & Honey, 2015)
  • Gender fluidity e menos apegados aos papéis de género: “Self Identity is less constructed by gender than past generations” (Sparks & Honey, 2015)
  • Self-directed (os pais de Gen-Zers viram o que o helicopter parenting fez aos millennials) e portanto o tipo de parentalidade que lhes foi aplicada focou o desenvolvimento da autonomia e da sua responsabilidade pessoal (Sparks & Honey, 2015)
  • Criados com famílias mais alargadas (avós reformados que podem dar atenção aos netos; irmãos mais velhos) – tendem a ter maior afinidade e respeito pelos mais velhos (Sparks & Honey, 2015)
  • Rodeados da cultura DIY (do it yourself) e crowdsoursing, o empreededorismo está no seu DNA (Sparks & Honey, 2015)
  • 1/2 dos iGens será universitário (por comparação com 1/3 dos millennials e 1/4 dos Gen-Xers) (Sparks & Honey, 2015)
  • Snack media – são ótimos a lidar com muita informação ao mesmo tempo, mas manter a sua atenção é difícil! (Sparks & Honey, 2015)
  • “Lack of situational awareness, oblivious of their surroundings their are unable to give directions – overly reliant on their devices” (Sparks & Honey, 2015)
  • Agile but not precise communicators! (rapid fire comments and banter+ emojis and emoticons…) (Sparks & Honey, 2015)
  • 41% Passam mais de 3 h dia no computador para tarefas que não são trabalho (Sparks & Honey, 2015)
  • A menos fisicamente ativa de todas as gerações; o desporto é visto como uma ferramenta para a saúde mais do que um fim em si mesmo (gaming may have replace outdoor activities) (Sparks & Honey, 2015)
  • Given a different parental influence and the current economic environment, Generation Z may be more pragmatic and more scarcity-oriented. Generation Z may feel more careful and discriminating in where they spend their money. (Wood, 2013)
  • Generation Z has formed such a digital bond to the Internet that they identify feeling emotionally attached to it, with more than 90% of participants indicating that they would be upset about having to give up an Internet connection as a punishment, according to a survey of Generation Z youth between age 13 to age 17 conducted by Palley (2012).(Turner, 2015)

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Algumas características dos millennials:

  • Millennials, who are often painted, however unfairly, as narcissistic brats who expect the boss to fetch them coffee, were largely raised by baby boomers, who, according to many, are the most iconoclastic, selfabsorbed and grandiose generation in history. Think: Steve Jobs. (Williams, 2015)
  • Interessados em ter impacto (Sparks & Honey, 2015)
  • Criados com o chamado helicopter parenting (Sparks & Honey, 2015)
  • Generation Y is often characterized as “entitled” consumers who have high expectations of their lifestyle and comfort level (Wood, 2013)

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fonte: Sparks & Honey, 2015

 

 

Fontes Interessantes

Williams, 2015:

Sparks & Honey, 2015:

Wood, 2013 – GenZConsumers

Berkup, 2014 – Berkup, 2014

Turner, 2015 – turner2015

 

 

One comment

  1. Sem dúvida uma geração de revolução e renovação dos paradigmas da humanidade. Consciência para os problemas globais sim. Mas maturidade não sei se concordo. A maturidade necessita de anos de experiência vivida e não de experiência adquirida. Por muito que se queira maturar rápido acho que teem uma certa inocência na forma como levam o mundo e falta alguma conexão no que consta diferentes assuntos. Pensemos nas desigualdades sociais devido a inserção sócio económica de um indivíduo. Alguns não teem tacto que as consequências das vivências das pessoas teem rumos completamente aleatórios porque nem sempre se consegue controlar td na vida. Certos indivíduos podem ter tudo e derrepente algo emocionalmente stressante pode provocar um desiquilibrio tal que destrói a vida de uma pessoa. Acho que teem muito para apreender e nem sempre a informação veiculada na Internet é a mais fidedigna para criar o tal ser maturi que tanto falam na gen Z. Mas estou aberto a discussão. Sem dúvida são uma geração mais terra a terra.

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