Um livro é uma coisa que dá muito trabalho #candidaturacrowdfunding

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Crowdfunding

Estive muito tempo indecisa se fazia campanha de crowdfunding ou se submetia o livro a uma editora “normal”.

Durante muito tempo achei que queria editar o livro através de uma editora e até cheguei a fazer alguns contactos, mas a ma reputação de algumas empresas neste sector (em termos de pagamento de direitos de autor, mas também de negligência na distribuição por livrarias), bem como a minha certeza de que não quero apagar as histórias que estão online (para mim, as pessoas só compram o livro se quiserem! Se preferirem ler no blog uma versão menos refinada e não compilada, tudo bem :)), fizeram-me optar pelo crowdfunding.

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Plataformas

Primeiro procurei plataformas online. As mais famosas são Kickstarter e Indiegogo. Optei por submeter a minha candidatura à PPL.pt por ser uma plataforma portuguesa, o que facilita o pagamento das contribuições para o projeto (e eu entendo que nestas situações, é a comodidade do cliente que importa!)

Para este tipo de projetos, as plataformas de Crowdfunding dividem-se essencialmente em dois tipos: All or Nothing (tudo ou nada: se não se conseguir a recompensa que se propõe, o valor angariado volta para as pessoas que contribuíram para o projeto) e Keep it All (fica com tudo: aquilo que angariarmos fica para nós, seja quanto for).

A wikipedia tem um artigo em que compara diferentes plataformas de crowdfnding:

http://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_crowd_funding_services 

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Candidatura

Andei quase um mês para submeter a campanha para aprovação – manias de perfeccionismo impossível!  Hoje deixei-me de tretas e enviei a dita cuja!

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O que tive em consideração

Analisei VÁRIAS campanhas de crowdfunding (eu já era adepta desta modalidade e sempre admirei outros projetos, mas desta vez fui ver projetos “com outros olhos”), bem sucedidas e nem por isso, na área da literatura e em outras áreas.

Exemplos:

Por Ela (o filme) – a campanha muito badalada de Nuno Markl

Livro de BD “As fantásticas aventuras de Dog Mendonza e Pizzaboy”

3D | ANTÁRTIDA – MONITORIZAÇÃO 3D DE TERRENOS COM PERMAFROST DA ANTÁRTIDA

Livro “Meditações de um operador de caixa”

“Three forks” livro de Allan Karl (o mais financiado de sempre)

Janna Leyde

Penny Rosenwasser

Coisas que me pareceram fundamentais:

  • qualidade o produto/serviço proposto
  • existência de suporte multimédia: imagens e vídeos
  • recompensas interessantes e em vários escalões (p.ex. no projeto da Antártida, uma das recompensas era receber-se um postal da Antártida)
  • preço realista para o produto/serviço proposto

Custos associados e orçamentos!

Existem custos associados a fazer uma campanha de crowdfunding, além do próprio do projeto (neste caso, do livro) nomeadamente,

  •  a plataforma por norma fica com uma percentagem do valor angariado (no caso da PPL são 5%)
  •  recompensas para as pessoas que participam no crowdfunding
  •  valor de envio das recompensas

Fazer um plano de crowdfunding parece-me em tudo similar a um plano de negócio (hey, não é por acaso que a plataforma PPL tem como parceiro o BES) – tem de ser apelativo, mas rentável, senão lá vai tudo por água abaixo. E tem de ter uma estratégia de divulgação e venda bem sólidas.

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Outras dicas de autores bem sucedidos com campanhas de crowdfunding:

Diz o Allan Karl:

  • to do crowdfunding right, project creators must approach their campaigns as a business.
  • crowdfunding candidates must not by shy and be willing to ask for they want — and that means beyond friends and family and first-level contacts. [incluindo media]
  • Get everyone and anyone who is a potential fan or backer to share the project.
  • Less time is better. There is a myth that a longer campaign will have a higher degree of probability to achieve its goal. The reverse is true, and Kickstarter discusses this on its website.
  • The most effective activity for me was using LinkedIn Groups
  • “I also learned how critical a good video is to the success of a campaign. Again, shorter is better. It doesn’t have to be professionally produced, but it does have to be clear and concise: Explain the project, why funds are needed, and ask for support. After several rounds of editing, my video timed at about three and a half minutes. Nearly 50 percent of those who watched the video watched the entire video; of those who watched the entire video more than 25 percent backed my project.”
  • “Look at other Kickstarter projects in your category, those that were successfully funded and those that failed.”

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Outros links úteis:

Erros a evitar: http://www.crowdcrux.com/5-kickstarter-mistakes-you-should-avoid/

What successful Kickstarter campaigns have in common: http://smartblogs.com/social-media/2013/05/03/what-successful-kickstarter-campaigns-have-in-common/

Campanhas de Kickstarter na área de publicação de livros: https://www.kickstarter.com/discover/categories/publishing

 

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